{"id":2470,"date":"2022-10-26T18:51:14","date_gmt":"2022-10-26T18:51:14","guid":{"rendered":"https:\/\/learning.ecoheritage.eu\/?post_type=toolkit&#038;p=2470"},"modified":"2022-11-21T08:15:41","modified_gmt":"2022-11-21T08:15:41","slug":"ferramenta-10","status":"publish","type":"toolkit","link":"https:\/\/learning.ecoheritage.eu\/pt-pt\/toolkit\/ferramenta-10","title":{"rendered":"Ferramenta No. 10: Community Museography"},"content":{"rendered":"\n<p>A museografia \u00e9 &#8220;(&#8230;) definida como o aspecto pr\u00e1tico ou aplicado da museologia, ou seja, o conjunto de t\u00e9cnicas desenvolvidas para desempenhar as fun\u00e7\u00f5es museol\u00f3gicas, particularmente aquelas relativas ao layout, conserva\u00e7\u00e3o, restauro, seguran\u00e7a e exposi\u00e7\u00e3o do museu&#8221; (Desvall\u00e9es e Mairesse, 2010).<\/p>\n\n\n\n<p>A ferramenta aqui apresentada incidir\u00e1 sobre a parte da montagem da exposi\u00e7\u00e3o. A exposi\u00e7\u00e3o \u00e9 o elemento que marcou parte da evolu\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica do museu contempor\u00e1neo. Passou da preocupa\u00e7\u00e3o com os acervos como fetiche para a preocupa\u00e7\u00e3o com os bens patrimoniais como eixo comunicacional da institui\u00e7\u00e3o. A exposi\u00e7\u00e3o, atrav\u00e9s da museografia, \u00e9 a ferramenta de intera\u00e7\u00e3o, visibilidade e identidade da imagem que emana do museu. A Nova Museologia deixou claro que a exposi\u00e7\u00e3o &#8211; como o pr\u00f3prio museu &#8211; deve ser concebida como meio e n\u00e3o como fim. A exposi\u00e7\u00e3o se tornaria o instrumento essencial para a apresenta\u00e7\u00e3o do patrim\u00f3nio, investigando novas linguagens e t\u00e9cnicas museogr\u00e1ficas. Essa metamorfose n\u00e3o se limitou \u00e0 busca de novas linguagens expositivas, m\u00eddias museogr\u00e1ficas ou narrativas, mas tamb\u00e9m ao envolvimento do p\u00fablico na elabora\u00e7\u00e3o dos roteiros e montagens museol\u00f3gicas.<\/p>\n\n\n\n<p>Tendo em vista a cria\u00e7\u00e3o de ecomuseus, a exposi\u00e7\u00e3o posicionou-se como um dos mais \u00fateis m\u00e9todos de apropria\u00e7\u00e3o patrimonial e di\u00e1logo entre a comunidade e os t\u00e9cnicos-especialistas. Por meio da exposi\u00e7\u00e3o, inicia-se o processo de a\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria, levando \u00e0 conscientiza\u00e7\u00e3o patrimonial e \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de uma identidade atrav\u00e9s da qual a comunidade se envolve na tomada de decis\u00f5es sobre seu futuro e o de seu territ\u00f3rio. Concluindo, o espa\u00e7o museol\u00f3gico (comunit\u00e1rio) torna-se um laborat\u00f3rio social e cultural.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Caracter\u00edsticas:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As principais caracter\u00edsticas da museografia comunit\u00e1ria s\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Toda a\u00e7\u00e3o expositiva (museogr\u00e1fica) deve estar associada ao(s) p\u00fablico(s) da comunidade.<\/li>\n\n\n\n<li>A exposi\u00e7\u00e3o \u00e9 uma forma de dar voz \u00e0 comunidade: a sua mem\u00f3ria, a sua topon\u00edmia, as suas necessidades e problemas, o seu territ\u00f3rio, etc.<\/li>\n\n\n\n<li>Toda exposi\u00e7\u00e3o deve ser uma ferramenta de pedagogia global (Freire, 1990) na medida em que serve, incita e gera uma cultura cr\u00edtica (Rivard, 1987).<\/li>\n\n\n\n<li>Toda exposi\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 um fim, mas um meio de comunica\u00e7\u00e3o e di\u00e1logo com e para a comunidade.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Objetivos:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os principais objetivos desta ferramenta s\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Generate multidisciplinary teams between specialists and members of the community.<\/li>\n\n\n\n<li>Criar espa\u00e7os museol\u00f3gicos no territ\u00f3rio desenhados e implementados pela comunidade.<\/li>\n\n\n\n<li>Investiga\u00e7\u00e3o sobre bens patrimoniais e as diferentes vozes (narrativas) que podem ser constru\u00eddas sobre eles.<\/li>\n\n\n\n<li>Envolver a popula\u00e7\u00e3o na cria\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o de um ecomuseu atrav\u00e9s da cria\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os museol\u00f3gicos.<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"featured_media":2122,"template":"","target_people":[94,156,155],"expected_stage_of_the_ecomuseum":[137,144,145],"class_list":["post-2470","toolkit","type-toolkit","status-publish","has-post-thumbnail","hentry","target_people-membros-da-comunidade","target_people-museografia-e-trabalho-participativo-e-comunitario","target_people-tecnicos-e-especialistas-em-museologia","expected_stage_of_the_ecomuseum-ecomuseu-em-andamento","expected_stage_of_the_ecomuseum-ecomuseu-recem-desenvolvido","expected_stage_of_the_ecomuseum-fase-preliminar-do-desenvolvimento-do-ecomuseu"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/learning.ecoheritage.eu\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/toolkit\/2470"}],"collection":[{"href":"https:\/\/learning.ecoheritage.eu\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/toolkit"}],"about":[{"href":"https:\/\/learning.ecoheritage.eu\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/toolkit"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/learning.ecoheritage.eu\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2122"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/learning.ecoheritage.eu\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2470"}],"wp:term":[{"taxonomy":"target_people","embeddable":true,"href":"https:\/\/learning.ecoheritage.eu\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/target_people?post=2470"},{"taxonomy":"expected_stage_of_the_ecomuseum","embeddable":true,"href":"https:\/\/learning.ecoheritage.eu\/pt-pt\/wp-json\/wp\/v2\/expected_stage_of_the_ecomuseum?post=2470"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}